Pular para o conteúdo principal

Palavras fazem sentido

"Apaixonada por palavras. Assim sou eu, assim sempre fui, até onde consigo recordar. Muito antes de aprender a ler eu já folheava livros e revistas, sonhando desvendar aquelas letras agrupadas, em descobrir o significado daquele mundo de papel que passava diante de meus olhos. E, quando comecei a ler, nunca mais parei." (PAULA PIMENTA, 2014)

Foi com essas palavras que despertei para escrever esse blog. Sou sim, apaxonada por palavras tanto quanto Paula Pimenta. Com 10 anos já escrevia minhas narrações, professores na escola primária me perguntavam se eu copiava as histórias de tão coerente que eram. Palavras fazem sentido. Palavras tem cores, tem emoções, tem ideias, tem sonhos. Quando leio um livro, simplesmente o devoro. 


Palavras, palavras, palavras. É assim que vejo o mundo. 


E há muito que não escrevo uma historia. A última vez que me lembro foi na faculdade de pedagogia, que por sinal, tranquei e fui cursar Letras. Mas meu cérebro continua escrevendo mentalmente, vez ou outra me pego pensando que poderia escrever isso ou aquilo, mas... não sai para o papel e se perde nas nuvens da mente. 


Alguém uma vez me disse: você deve escrever. É assim que conquistará o mundo.


Bem, conquistando o mundo ou não, estou atendendo ao pedido de escrever. 


Espero que gostem!


Abraços!!!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Eu e meu cérebro

Certa vez, no curso de Neurociências o professor explicava sobre a questão de termos ou não livre-arbítrio. Você, com certeza, vai dizer que temos. A própria Bíblia diz que temos. Mas o livre arbítrio aqui não é o que o senso comum conhece, não é o que trata a Bíblia. É o que seu cérebro decide por você. Mas como assim? Eu não sou meu cérebro? Não. Seu Cérebro é você. Ele decide e você é apenas a mecânica que executa. Sei que ainda deve estar cheio de pontos de interrogações na cabeça. Mas é o que os cientistas descobriram: antes de tomar sua decisão, seu cérebro já a tomou por você. Quando entendi isso fiquei imaginando... Será que os cientistas não tem nada melhor para fazer que complicar mais ainda meu cérebro??? Mas não é que é verdade? Hoje, fui comprar um sanduíche e havia tantas opções de sabores, mas senti uma coisa na mente como se dissesse: leve este. A princípio queria mandá-lo ficar quieto e me deixar decidir, porque estou decida a contrariar essa teoria de livre arbítr...

Seja um exemplo

Não é raro encontrar pessoas que se espantam com o meu português. Todas dizem a mesma coisa: nossa, seu português é ótimo! E eu, modestamente digo: obrigada, não é nada de mais. Nesta semana encontrei um colega que, ao ler minhas crônicas, disse "Nossa, a Tati é a única surda que conheço que escreve um português melhor até do que um ouvinte." Fiquei lisonjeada. Mas eu fiquei pensando no por quê delas se impressionarem e é porque sou surda. Falando assim dá a impressão que surdos não escrevem. Não é isso. Surdos escrevem um português diferente, cuja sequência de palavras é baseado na língua de sinais e as pessoas que estão acostumadas a conviver conosco (surdos), sempre se deparam com essa escrita. E eu sou diferente, como diz um amigo, sou exceção à regra. Pode-se dizer que fui privilegiada. No entanto, se conhecer um pouco mais da minha trajetória na aquisição linguística dessa língua entenderá porque eu sou boa com as palavras. Desde a minha tenra infância fui introd...

Ler e escrever

Se ler é uma paixão, escrever é um hobby. Leio para alimentar a mente. Leio para me emocionar e torcer pelo "felizes para sempre".  Escrevo para aliviar a mente. Escrevo para emocionar os outros. Ler e escrever, atividades que fiz e faço toda minha vida. Lembro que meu passatempo de férias era escrever, seja copiando versos ou prosa, seja criando meus textos, lá estava eu de papel e caneta.  Na adolescência, li o Diário de Anne Frank e resolvi escrever meus diários. Como toda menina inocente, chamava-os de "Querido Diário". Ás vezes, queria que eles pudessem conversar comigo, como se o papel pudesse responder a cada comentário escrito.  Os anos se passaram e os diários foram jogados ao vento. E num dia, já adulta, assistindo a um dos filmes do Harry Potter, vi um diário mágico que respondia a quem nele escrevia.  Ah se eu tivesse um desse naquela época! Com certeza não precisaria jogá-los ao vento, porque todos os meus segredos estariam guardados naqu...