Sabe aquele momento que alguém lhe diz que você é capaz disso ou daquilo, você sorri e agradece imaginando que a pessoa está apenas sendo gentil? Que você não se sente tão segura de si para acreditar? No entanto, você quer acreditar.
Já passei por muitos momentos como esse e pensava: sou isso mesmo que o outro vê? Tenho mesmo essa qualidade ou esse defeito? Bem, é fato que nosso autorretrato é de um jeito muito diferente do que os outros veem em nós. Muitas vezes não enxergamos nosso poder interno.
Certa vez, vi um comercial de beleza da Dove, chamado Retratos da Real Beleza em que um artista desenhava retratos a partir da descrição do que ouvia. Quando era uma autodescrição, o desenho ficava estranho, feio até. Mas quando era uma descrição de outra pessoa, o desenho ficava melhor, mais bonito, com mais brilho e simpatia. Era para mostrar que o que vemos em nós, não é o que os outros veem. Tendemos a olhar nossos defeitos, ao invés de nossas qualidades. Como aconteceu comigo.
Eu via fraqueza onde as pessoas viam força. Via dependência, onde viam independência. Via feiura onde viam beleza. Via trevas onde viam luz.
Viam valor onde eu não via. Viam segurança onde eu não enxergava. Mas sabe porquê? Porque estas pessoas acreditaram em mim. Eles viam o melhor de mim que eu não via.
Então, quando passei a acreditar, quando derrubei o véu que turvava meus olhos para mim mesma, passei a me ver de um jeito diferente. Passei a me amar mais. Ama-te a ti mesmo, faz bem para a autoestima.
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